De acordo com o tribunal, a iniciativa fez parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação e da agenda permanente de visitas escolares do Programa Educativo do Museu do Voto. A ação foi apresentada pelo TSE como voltada à educação para a cidadania, à compreensão do processo eleitoral e ao enfrentamento da desinformação sobre a votação eletrônica.

História das eleições e escolha coletiva

Os estudantes, com idades entre 10 e 12 anos, foram recebidos no Museu do Voto e participaram de uma atividade de leitura e contação de histórias. A narrativa utilizada tratava de uma eleição entre animais e serviu, conforme a informação divulgada, para introduzir noções de democracia, participação cidadã e decisões coletivas.

A abordagem buscou relacionar o conteúdo pedagógico à experiência prática de votar. As crianças conheceram elementos da trajetória do processo eleitoral brasileiro e, em seguida, participaram de uma eleição simulada com personagens da história apresentada.

Na demonstração, os alunos acompanharam a emissão da zerésima, documento que indica não haver votos registrados na urna antes do início da votação. Depois, utilizaram o equipamento para escolher entre quatro candidaturas fictícias. O TSE também exibiu o boletim de urna após a apuração, explicando aos participantes o registro do resultado produzido pelo equipamento.

Na votação simulada, o personagem Leão obteve 22 votos. A Preguiça recebeu 10, a Cobra teve um voto e a Macaca não recebeu votos, segundo o tribunal.

Demonstração dos componentes do equipamento

A visita incluiu ainda a abertura de uma urna eletrônica pelo chefe da Seção de Gestão das Urnas do TSE. A atividade permitiu que os estudantes observassem componentes internos do equipamento e fizessem perguntas sobre o sistema eletrônico de votação.

Segundo a notícia institucional, a área responsável pela gestão das urnas atua em cooperação com os tribunais regionais eleitorais na administração de mais de 560 mil equipamentos em todo o país. A demonstração foi apresentada como uma oportunidade para explicar a estrutura física da urna e dialogar sobre a segurança do processo de votação.

Não se tratou, portanto, de procedimento eleitoral oficial nem de teste ligado a uma eleição em curso, mas de uma atividade pedagógica com uso simulado do equipamento no ambiente do Museu do Voto.

Continuidade em sala de aula

Educadoras que acompanharam a turma afirmaram ao TSE que os conteúdos da visita serão retomados em sala de aula, especialmente no período anterior às eleições. Conforme os relatos reproduzidos pelo tribunal, os estudantes já haviam estudado os cargos políticos e aspectos do funcionamento democrático antes da ida à Corte Eleitoral.

Para a escola, a possibilidade de visualizar a urna e participar de uma votação fictícia complementa o aprendizado teórico. Um aluno ouvido pela instituição relatou que a experiência o ajudou a compreender diferenças entre práticas eleitorais do passado e o modelo atual.

Na perspectiva divulgada pelo TSE, o efeito prático da ação é aproximar alunos em idade escolar de conceitos ligados ao voto, à cidadania e às etapas básicas da votação eletrônica. A atividade também integra a estratégia institucional de apresentar informações sobre o sistema eleitoral a públicos escolares por meio de recursos didáticos e experiências presenciais.

Fonte: TSE